Quem adoeceu não foi quem causou.
Quando a doença tem relação com o trabalho, o afastamento pelo INSS deve sair como acidentário, código B91. Ele garante 12 meses de estabilidade após o afastamento, contados da alta (Lei 8.213/91, art. 118), e FGTS no período. Se saiu como B31, comum, dá para pedir a conversão.

O código do benefício
Três caracteres que mudam tudo.
Auxílio por incapacidade temporária acidentário
O INSS reconheceu a relação entre a doença e o trabalho.
Auxílio por incapacidade temporária previdenciário
O benefício comum: não liga a doença ao trabalho.
- Relação com o trabalho
- Reconhecida
- Estabilidade depois da alta
- 12 meses
- FGTS durante o afastamento
- O banco continua recolhendo
- Na ação trabalhista
- Ponto de partida para pedir indenização
- Relação com o trabalho
- Não reconhecida
- Estabilidade depois da alta
- Não há
- FGTS durante o afastamento
- Sem recolhimento
- Na ação trabalhista
- A relação com o trabalho precisa ser provada
Lei 8.213/91, art. 118
12
meses de estabilidade, contados da alta.
Quem foi demitido depois de voltar do INSS, dentro desse período, pode pedir a reintegração ou a indenização dos meses que faltavam (Súmula 378 do TST).
O que pode ser reconhecido
Além da estabilidade.
- 01
Doença do trabalho
Equiparada ao acidente de trabalho (Lei 8.213/91, art. 20).
- 02
Conversão do benefício
De B31 para B91, no INSS ou na Justiça.
- 03
Indenização
Por dano moral e material, quando o trabalho causou ou agravou o quadro.
- 04
Pensão
Proporcional à perda permanente de capacidade (Código Civil, art. 950).
CAT
A Comunicação de Acidente de Trabalho não depende do banco. Se a empresa não emite, você, o sindicato ou o médico podem emitir (Lei 8.213/91, art. 22, §2º).
Perguntas frequentes
O que costumam perguntar.
Base legal
- Lei 8.213/1991, arts. 20, 21-A, 22 e 118
- Lei 8.036/1990, art. 15, §5º
- Súmula 378 do TST
- Código Civil, arts. 186, 927 e 950
Se o afastamento foi acidentário (B91) e durou mais de 15 dias, a dispensa sem justa causa dentro dos 12 meses seguintes à alta é irregular. É possível pedir a reintegração ou a indenização do período. A estabilidade também pode ser reconhecida quando a relação entre a doença e o trabalho só é constatada depois da dispensa (Súmula 378 do TST).
Pode dar. A síndrome de burnout está na lista de doenças relacionadas ao trabalho do Ministério da Saúde. Se o afastamento for reconhecido como acidentário, valem a estabilidade de 12 meses e os demais efeitos do B91.
Dá para pedir. Quando a doença está ligada ao trabalho, a conversão do B31 em B91 pode ser solicitada ao INSS ou na Justiça. Para os bancos, a lei presume a relação com o trabalho em vários diagnósticos, pelo nexo técnico epidemiológico (Lei 8.213/91, art. 21-A).
A Comunicação de Acidente de Trabalho pode ser aberta por você, por seus dependentes, pelo sindicato, pelo médico que o atendeu ou por autoridade pública, quando a empresa não o faz (Lei 8.213/91, art. 22, §2º).
Pode caber. Quando há culpa do empregador, a Justiça do Trabalho reconhece indenização por dano moral e material e, se houver redução da capacidade de trabalho, pensão proporcional (Código Civil, art. 950).
Para ler com calma
- B91 ou B31: por que o código do benefício muda a sua ação trabalhista
- Burnout no banco: de quem é a responsabilidade
- Metas abusivas e assédio moral organizacional: quando a cobrança vira método
- Demitido depois de voltar do INSS: o que fazer
- Afastamento pelo INSS no Bradesco: a volta, a estabilidade e o limbo
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